CAIXAS MÁGICAS transformam sua aula!

Não sei se você já chegou a usar as CAIXAS MÁGICAS, ou mesmo se já ouviu falar delas! Bem, mas para começar a falar das tais caixas, primeiro tenho que falar das diversificadas.

Hummm… a história está complicando para poder contar para você. Que tal começar do princípio? Daí fica mais fácil de entender.

Durante três anos de minha experiência em sala de aula, fiquei em uma primeira série única, inserida em uma escola de Educação Infantil em meu município. Antes disso, só tinha trabalhado com Fundamental I e II e Ensino Médio. Para não ficar longo, vou direto ao ponto, ok?

Bem, durante meu trabalho por lá, como mencionei, tinha uma primeira série e não havia outra primeira série na escola. Foi uma experiência do município. Fato é que tive que fazer adaptações na rotina com relances de rotina de Infantil e uma dessas adaptações foi a ATIVIDADE DIVERSIFICADA.

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No momento da diversificada, eu pegava materiais variados: caixa de formas geométricas, letras móveis, caixa com brinquedos de cozinha, kit de tinta com pincéis e diferentes tipos de folhas, caixa com bonequinhos de trocar, dominós de números e de letras e todo tipo de material que eu pudesse coletar. Eram entre 50 minutos e uma hora de diversificada, uma vez na semana, no máximo duas.

Os materiais eram colocados em mesas, organizadas em pequenos grupos e eram os alunos quem escolhiam a atividade que queriam fazer. A princípio, lembro que fiquei preocupada, com a bagunça que poderia virar, mas com o tempo, notei que era algo praticamente natural para eles. Na verdade, até ajudava alunos com afinidades iguais a se conhecerem melhor.

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É importante ter falado das atividades diversificadas, porque as CAIXAS MÁGICAS têm sua origem exatamente nelas. Durante meu primeiro ano de trabalho com essa rotina, notei como era difícil “diversificar a diversificada”. Em um dos cursos que fiz naquele ano, tive contato com um tipo diferente de material, que vinha em caixas. Os professores organizavam tudo em caixas mesmo, etiquetadas. Achei mais organizado e aquela ideia ficou comigo, mas sabemos o quanto professor não tem muito tempo extra – nem em casa…

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No ano seguinte, durante uma conversa informal, surgiu o assunto de trabalhos escolares, mas de alunos mais velhos. Como era legal quando a turminha se reunia na casa da pessoa e ela ajudava as pesquisas. Achei interessante essa parte do “ajudar” e resolvi juntar o útil ao agradável. Por que não os próprios responsáveis dos alunos fazerem caixas etiquetadas? Uma lista muito a favor da ideia surgiu na mesma hora na minha cabeça!

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Esses foram os primeiros prós que pensei e não tive dúvida! Como elas apareceriam como “mágica” na sala, para serem usadas pelos alunos, resolvi dar o nome de “CAIXAS MÁGICAS”.

Expliquei aos pais o que era a diversificada, logo na primeira reunião do ano, e dei um prazo de 15 dias, prazo este combinado com os próprios pais, para mandarem à escola as CAIXAS MÁGICAS. Combinamos que poderiam ser atividades pedagógicas ou lúdicas, à escolha da família.

As crianças falavam sempre das caixas, no período em que estavam sendo feitas, mas todas gostavam de guardar suspense do que estaria dentro de suas próprias caixas. Esse processo de montagem da caixa com a família teve resultados mais amplos do que eu poderia sequer imaginar.

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Alguns acontecimentos de nossas vidas ficam certamente gravadas na memória e ver o rosto orgulhoso e o sutil sorriso das crianças, chegando com suas “imponentes” caixas para a escola, certamente foi um deles.

Sentamos em círculo no pátio naquele dia, cada um com sua preciosa CAIXA MÁGICA. A tarefa agora era mostrar para os colegas o que havia dentro de sua própria CAIXA MÁGICA  e também explicar como funcionava.

Fiquei muito surpresa com os resultados. Havia caixas mágicas com kits de montagem de pulseirinhas ( que veio com um estoque de miçangas fantástico ), caixa com pintura de desenhos, mas com materiais bem diferentes para usar junto, como lantejoulas, diferentes tipos de material de pintura, caixas lúdicas como a da princesa e mecânico, que continham tanto peças lúdicas relacionadas ao “ofício” de princesa, como coisas de se arrumar e outras como ferramentas para o mecânico. Eram realmente MÁGICAS as caixas, pois traziam itens inimagináveis e com uma qualidade muitíssimo superior do que eu poderia montar se o fizesse sozinha.

Não tive problemas de alguém não fazer a caixa. Como havia quinze dias para fazer, mesmo os pais que não vieram na reunião ( sempre tem! ) ficaram sabendo, pois os próprios filhos os pressionaram a montar a caixa.

A diversificada ficou muito mais elaborada com as CAIXAS MÁGICAS. No semestre seguinte, as próprias crianças quiseram criar novas caixas e muitas das novas acrescentaram jogos de tabuleiro, inventados pelas próprias famílias, o que eu achei muito bacana.

Em anos posteriores, retomei as CAIXAS MÁGICAS algumas vezes e cheguei a experimentar, com muito sucesso, com alunos maiores. No caso, a proposta era o envio de jogos de tabuleiro ou estações pedagógicas para a escola.

Elas sempre deram resultados fantásticos, por isso resolvi dividir com você a experiência! Quem sabe você também acha bacana… Bem, espero que tenha gostado de saber mais de “minhas memórias de professora” e também da ideia! Até a próxima!

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