Como lidar com a ANSIEDADE CRÔNICA

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Pode ser que você nunca tenha ouvido falar no termo “ANSIEDADE CRÔNICA”, mas certamente já se deparou com alunos – ou filhos… – que sofram dessa… característica.

Sabemos que o mundo evolui e as pessoas também e atribuímos, como seres pensantes, características a cada geração, dependendo de seus estímulos e traços marcantes. Já tivemos baby boomers, geração x, geração y, geração z e hoje temos uma nova geração que traz os mais variados nomes, de acordo com o pesquisador que comenta sobre ela. Pode ser a geração alpha, geração digital, nativos digitais… não importa, na verdade, o nome, pelo menos para nós, educadores. O que nos importa é o comportamento, pois é só quando o conhecemos que conseguimos lidar com ele.

Claro, não consigo falar em apenas um artigo sobre essa nova geração escolar, portanto hoje falo sobre um dos mais marcantes traços: a ANSIEDADE CRÔNICA.

O aluno mal recebeu a lição na mão e pergunta o que é para fazer… nem se dá ao trabalho de ler, quer pular esta etapa, pois acredita inconscientemente que irá “perder tempo”. O aluno entrega a redação com lacunas de coerência, pois inconscientemente ele pulou partes da história. O aluno precisa ir com urgência ao banheiro, pois acaba de se lembrar que ainda não foi, portanto não conseguirá esperar muito para cumprir essa “tarefa”.

Poderia citar mil situações nas quais podemos encaixar o termo “ANSIEDADE CRÔNICA”, pois ela faz total parte de nossa rotina como educadores. Aliás, é por esse mesmo motivo que atualmente muitos jovens não se prendem aos empregos como antigamente se fazia. Eles não estão interessados em trilhar um caminho. Precisam de resultados rápidos. Precisam ter certeza de que farão algo diferente IMEDIATAMENTE.

Não se assuste! Na verdade, esse comportamento pode ser facilmente controlado. Prova disso é o sucesso que minhas atividades fazem em sala de aula. Exatamente porque compreendo plenamente a ANSIEDADE CRÔNICA e estudo formas de inteligência e suas evoluções, as atividades que produzo vão de encontro DIRETO com esse traço característico do aluno.

Note que seu aluno, inicialmente, não deve se ater em uma única tarefa que pareça com uma única tarefa. Ele é, por natureza, multitarefa, mesmo que não seja. O mundo dele é assim e ele tem uma necessidade até biológica de o ser.

Pense bem… por qual motivo ele se dá tão bem como o vídeo game? Ele não dedica total atenção ao jogo virtual? Pois é! Aí está o segredo! O jogo traz multitarefas para ele e ele se sente menos ansioso, pois consegue dividir a atenção em uma única tela.

Não sei se fui totalmente clara, pois é difícil explicar sobre ANSIEDADE CRÔNICA se você for resistente à tecnologia. Vem dela a influência dessa ansiedade, pois ela estimula muito a criança.

Para controlar essa ansiedade, em sala de aula, basta suprir a necessidade de ter tarefas para fazer, mas tarefas que possam ser concluídas em pequenas partes. Não adiantam também tarefas longas. Procure trabalhar de modo direto, bem direcionado e com intervalos curtos de atenção, preenchidos com algum jogo ( tipo jogo da velha, uma adivinhação ou mesmo uma quebra feita por uma simples pergunta ou desafio ).

Certamente o problema será ampliado, pois o aluno sente falta, na escola, de itens que utiliza quando está fora dela ( aparelhos, por exemplo ). Não canso de dar o exemplo da eletricidade, pois acho o mais próximo da realidade do professor. Imagine ficar 5 horas sem eletricidade todos os dias e tivesse que ser obrigado a permanecer no lugar. É bem possível que, como adulto, arrumasse o que fazer, mas a criança precisa de um auxílio nessa parte. Estar sem os aparelhos é o mesmo que estar sem algo que faz parte de suas vidas e isso é difícil para os pequenos. Ensine meios de usar o tempo na classe de forma útil!

Você pode ter estações de atividades extra para alunos mais rápidos, pode ter um caderno extra de lições, uma pasta com desenhos e passatempos… enfim…. muitas são as formas de contornar o problema.

Uma dica final seria a observação! Observe o aluno, tente compreender como ele se sente e desta forma conseguirá adaptar estratégias para garantir o bom aprendizado, contornando – e domando, claro! – a ANSIEDADE CRÔNICA.

Se há mais para se falar dela? Um livro inteiro se for escrever! Por esse exato motivo, paro por aqui. Se consegui chamar sua atenção para o fato e o fiz refletir sobre formas de lidar com ela, sinto-me satisfeita!

Espero que tenha gostado do artigo! Até a próxima!

 

 

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