É pra copiar da lousa, professora?

Ultimamente a educação tem sido algo confuso. Estamos no meio de um total labirinto que leva a diversos lugares e não chega a lugar algum. Vivenciei isso durante alguns anos e já falei sobre o assunto no blog. Prometo que o assunto irá converter para o título, que claro, tem tudo a ver com o caderno de classe, mas preciso que você pense em algo antes… voltemos ao labirinto educacional.

         Nesse labirinto de “achismos” sobre a educação, me diziam para eu usar o construtivismo porque era “a bola da vez” e só iriam usar ele a partir de então, era algo revolucionário. Me diziam também para usar, quando não desse certo o construtivismo, o “método do patinho” ou recorrer à cartilha de sílabas mesmo.

          Além de métodos, ainda tinha o labirinto de “achismos” sobre o que usar. Uns diziam que era melhor só usar caderno, outros diziam que era melhor dar folha, outros – e isso mais atualmente, claro! – achavam que sempre que possível, devia usar o tablet do aluno porque ele vivia num mundo digital e logo não usaria mais lápis ou caneta ( sim, cheguei a ouvir isso ). Ainda tinha aquele que acreditava que tudo tinha que ser muito manual, ensinar só por experiências, quase nada de anotar.

            Vamos ser sinceros! Parece que estamos no meio de um verdadeiro tiroteio e nem tem a ver conosco… não tem relação conosco porque todos esses achismos são baseados em experiências de outras pessoas. Elas dão certo, porque para aquela pessoa, com a vivência que ela teve, aquela é a forma ideal de ensinar.

            Particularmente, só tive o sucesso profissional como professora a partir do momento em que deixei de me focar em como ensinar e comecei a pensar no como o aluno aprendia. Claro que foi quando comecei a desenvolver o método da Educação Personalizada. Personalizada, porque o aluno aprende realmente a aprender. Nada de palavras bonitas de como fazer isso, e sim o fato de fazer ele aprender mesmo.

              Quem usa minhas atividades logo nota a diferença, porque não faço a atividade por fazer, faço para poder atingir o que há de mais primordial em uma aprendizagem: o raciocínio. Sem raciocínio, não há experiência de aprendizagem, sem experiência, não há aprendizagem. Simples assim!

               Elas são tão completas, que conseguem sim preencher a aula inteira, muito melhor do que qualquer livro didático ( outro item do labirinto, aliás… use esse livro, use aquele… e nenhum dava totalmente certo para mim… ). E chegamos aqui no ponto exato em que eu queria, o motivo primário deste artigo de hoje!

                Recebi há alguns dias, em um de meus canais de comunicação duas dúvidas interessantes, de pessoas diferentes,  e que originaram este artigo, que por sinal, tem como título a primeira coisa que me vem à cabeça quando penso no caderno do aluno… É pra copiar da lousa, professora? Ouvi tantas vezes isso, que ficou marcado em mim… mas vamos às dúvidas!

 

Dúvida 1: Você tem material de lousa? Algum produto que eu possa usar para passar na lousa? Se não tem, fica a sugestão!

 

Dúvida 2: Eu uso muito suas atividades em aula. Ainda assim preciso usar o caderno? Os alunos precisam copiar da lousa?

 

                  Como ambas se referem ao uso de caderno, vamos às considerações, a seguir…

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Material de lousa eu tenho apenas no Super Pacotão de Fevereiro, que traz versões de primeiro até quinto anos.

         Na verdade, muitos professores dão esse feedback de que esse material com a parte de lousa é bem interessante, mas nunca tinha cogitado fazer um só para ser usado em lousa.

         Trabalho com lista de sugestões. Muitos perguntam se podem fazer encomendas. Acontece que não consigo trabalhar com encomendas, porque possuem prazos e são categorizadas como serviço. Meu trabalho é montar produtos, não oferecer serviços. Entende? Por esse motivo, nada de encomenda, mas tudo a favor de sugestões.

         Material para lousa é certamente algo muito válido sim, mas não saberia medir se seria interessante ter um material só de lousa ou se seria melhor um material como o super pacotão, que traz tanto a parte de lousa quanto de folhas.

         Até agradeço muito se, nesse caso em especial, puder dar sua opinião nos comentários se seria bacana ter na loja também um material para lousa. É bem possível que eu crie, mas saber outras opiniões sempre é muito interessante! Ainda mais se puder adicionar, no seu comentário, caso ache legal esse novo produto, para qual série seria.

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As atividades dão tanto conta dos conteúdos, que realmente pode ser que fique a dúvida se é realmente preciso ainda usar caderno.

               A resposta está no Super Pacotão, que eu mencionei antes no artigo. Note que no super pacotão eu incluo lições para lousa, então recomendo que seja usado o caderno.

               Quando a professora colocou a dúvida, acrescentou que alguns professores dizem que é preciso usar o caderno porque podem ficar preguiçosos.

                Embora eu acredite que seja necessário o uso do caderno, complementando a aprendizagem, não concordo com a justificativa de ficar preguiçoso. Muitas das minhas atividades dão até mais trabalho que qualquer atividade que possa ter sido passada na lousa, mas trabalho de raciocínio.

                 A “coisa” com o caderno é que ele pratica habilidades que não são praticadas com o uso único de atividades ou mesmo só de livro didático, então ele sempre complementa a aprendizagem.

                 O caderno consegue treinar a atenção com outro enfoque, diferente de materiais que já estão com o aluno, porque ele tem que segmentar sua atenção para poder ficar atento ao campo visual, distinguindo a lousa. Isso é muito importante! Se seu aluno for disléxico, por exemplo, a dificuldade em copiar da lousa vai indicar. Claro que, com o tempo, eles aprendem estratégias para lidar com essa dificuldade, mas é importante notar que seu aluno tem essa dificuldade.

                O uso do caderno, copiando da lousa, também é responsável por outros pontos importantes. O aluno aprende a organizar seus estudos, para, mais tarde, conseguir estudar com autonomia. É essencial que ele saiba aproveitar o espaço do caderno, as noções de espaço são primordiais em uma rotina tão visual quanto a que vivemos atualmente. Organização de título, separador de lições, quantidade de linhas, espaço para título, posicionamento do título… tudo isso e muito mais faz parte das estratégias de uso do caderno!

               Para finalizar, embora não seja apenas um último benefício do uso do caderno, ainda há a vantagem de que, quando seu aluno usa o caderno, consegue trabalhar simultaneamente os dois hemisférios cerebrais… mais uma vez o raciocínio a favor da aprendizagem!

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