Monte um espaço MAKER em sua classe!

Sim, este mês estou “chutando o balde” no que diz respeito a temas recorrentes como leitura, escrita e matemática. Na verdade, um dos GRANDES problemas da educação é que ficamos “bitolados” nestes três itens e deixamos os demais de “estepe”, dando os conteúdos em “buracos” da aula.

Nos preocupamos tanto com português e matemática, que acabamos sendo problemáticos até neles, porque, na verdade, o ser humano precisa de outros conhecimentos além de português e matemática e se não os tem, acontece o que vemos hoje no panorama educacional brasileiro: ninguém é bom em português e matemática como deveria ser.

Isso, porque não tem como ser bom em algo que fica “bitolado”. É como se estivéssemos em uma caixa com dois botões permitidos: um para português e outro para matemática. Ficamos presos e não conhecemos outras coisas e isso é extremamente prejudicial. É preciso conhecer novas coisas, experimentar novos “horizontes”, para ser possível ampliar conhecimentos, inclusive de português e matemática. Usar outros recursos, de outras disciplinas, estimula o raciocínio.

Sabemos que os alunos passam por mudanças de perfis de tempos e tempos. É o que chamamos de GERAÇÕES. A última considera-se indivíduos nascidos a partir de 2007 ( quando surgiu o I-phone, que foi o que revolucionou e mudou o último comportamento ).

Muito em breve, tais indivíduos já estarão ultrapassados e nem teremos dado conta de saber que eles existiam. Teremos dado aulas pouco estimulantes para eles, com um conteúdo ultrapassado, que não lhes servirá de nada e ainda por cima nem teremos consciência do mal que fizemos para o futuro deles. Tudo isso porque não nos atualizamos e isto é um fato na educação… infelizmente.

Entra geração e sai geração, a área da educação fica atrasada, não acompanha. Por isso mesmo fiz MBA em Marketing Digital. Pense em uma área que segue o que está acontecendo no momento é o marketing, pois é uma exigência saber o que se passa na cabeça dos consumidores de produtos e informações. E realmente, foi a melhor coisa que fiz! E isso tem o lado bom e o ruim: o bom é que entendo perfeitamente o que deve ser feito em relação aos alunos e o ruim é que estamos séculos atrás disso.

Mas não se aflija! Estamos entrando em uma mudança nova de geração, que ainda se mescla com esta nascida a partir de 2007. São os MAKERS!

Você vai gostar – e muito deles! Se permitir a si mesmo abrir-se a novas possibilidades, os MAKERS podem até ajudar em sua aula, pois uma das características é a AUTONOMIA e qual é o professor que diz que não gosta de alunos autônomos?

Os MAKERS são regidos por um lema em comum, baseado no princípio do DIY ( sigla de “Do it YOURSELF” ou “Faça você mesmo”, em português ). Por isso também, tenho insistido, neste mês de junho, no tema STEM. Ao propormos desafios de STEM ( ou STEAM ) aos alunos, podemos incentivar ainda mais esta característica tão latente neles e termos excelentes resultados em outras aulas – também em português e matemática, claro!

Você nem precisa fazer tanto esforço assim para dar aula a MAKERS. O ideal é ter, num cantinho da sala, assim como você tem o cantinho da leitura, por exemplo, um espaço MAKERS.

O ESPAÇO MAKERS é barato e pode ser feito com elementos básicos, a princípio, como clipes, algodões, palitos ( churrasco, sorvete, dente ) e alguns recicláveis. Quando digo ESPAÇO, não quero dizer algo grandioso! Pode ser um cantinho no chão, um carrinho. Claro que se você tiver uma mesinha, não vamos desperdiçar! Claro que pode usar também uma mesinha e até montar uma bancada!

Não há jeito certo de fazer um MAKER SPACE ou ESPAÇO MAKER, afinal de contas, ele incentiva a criatividade do “faça você mesmo”. Um espaço assim é ótimo tanto para atividades diversificadas quanto para aqueles alunos mais rápidos, que terminam a lição em um piscar de olhos e ficam sem ter o que fazer em aula.

Você pode incluir, no espaço, cartões com tarefas e missões para fazer com o material que tem ali. Coisa simples, como por exemplo “monte um barquinho” ou “faça uma torre de 4 andares com telhado”. É uma ótima forma de entreter e estimular a LEITURA, além do pensamento STEM mais livre.

Como pode ver, não mencionei em nenhum lugar o uso de aparelhos e coisas caras. São recursos baratos e fáceis de montar, que podem proporcionar aos seus alunos o que precisam para suprir suas necessidades diárias de criatividade. As crianças são fontes inesgotáveis de criatividade e não podemos confiná-las a uma clausura de metodologias de séculos passados. Devemos incentivar o potencial criador delas e o ESPAÇO MAKER, embora seja algo ainda pequeno para o potencial que, tenho certeza, podemos atingir, com boa vontade e abertura para novidades na educação, pode ser o início de muitas mentes brilhantes para o futuro!

Espero que tenha gostado da dica de hoje e até a próxima!

 

 

 

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