Fake News: As vilãs das redes sociais

Como estamos em um mês de atualidades e falar em atualidades, ultimamente, nos remete, infelizmente, também às FAKE NEWS, a professora Cristiane Campos, que também é jornalista, e colabora com a loja virtual no que diz respeito a WEBQUESTS e materiais para LOUSA DIGITAL, escreveu um artigo muito interessante sobre o assunto, que vale a pena ler! Cedi então o espaço de hoje no BLOG para seu artigo. Espero que goste tanto quanto eu. Vamos ao artigo.

No Dicionário Aurélio on-line ATUALIDADE significa “O tempo presente. Época em que se passa a ação do drama. Documentário cinematográfico acerca dos acontecimentos do momento (na televisão), da semana ou do mês (no cinema).” Tomando tais definições como base, podemos dizer que ATUALIDADES são os acontecimentos mais atuais: do último dia, da última hora. E por serem acontecimentos, as ATUALIDADES são, obviamente, fatos reais e não fictícios.

Mas será que tudo o que vemos ou lemos como ATUALIDADES são fatos reais? A resposta é não. O grande acesso às informações – algumas vezes em tempo real –, juntamente com a interatividade que tornou-se possível com a internet e os smartphones, trouxeram muitos benefícios mas também um grande problema: as Fake News – que em português significam Notícias Falsas.

Notícias falsas sempre foram “plantadas” na sociedade, primeiro “boca a boca”, nas conversas dos vizinhos nas janelas e praças. Mas foi somente na Era do Rádio que foi possível perceber como uma “falsa notícia” pode causar um verdadeiro caos se interpretada como verdadeira. Isso aconteceu em 1938, quando Orson Welles narrou na rádio CBS, nos Estados Unidos, uma invasão de extraterrestres. Leia mais em https://seuhistory.com/hoje-na-historia/orson-welles-causa-panico-ao-narrar-invasao-de-marcianos-no-radio

Outros acontecimentos como esse podem ser citados, como o da Escola Base, de São Paulo, considerado um dos maiores erros da imprensa brasileira e cuja história foi contada no livro-reportagem “Caso Escola Base – Os Abusos da Imprensa”, do jornalista Alex Ribeiro e relembrada no livro “Escola Base – Onde e como estão os protagonistas do maior crime da imprensa brasileira”, do jornalista Emílio Coutinho. Saiba mais: https://ponte.org/livro-reportagem-esmiuca-o-caso-escola-base-um-dos-maiores-erros-da-imprensa-no-brasil/

Essas duas histórias são conhecidas e lembradas, principalmente, pelos jornalistas, que muitas vezes as estudaram na faculdade. Hoje, entretanto, as Fake News ganharam uma dimensão muito maior e podem causar consequências ainda mais graves. As Falsas Notícias não são escritas apenas por jornalistas que, teoricamente, têm um código de ética a ser seguido, mas por toda e qualquer pessoa que tenha acesso às redes sociais, inclusive adolescentes e crianças.

É impossível negar que o acesso digital ocorre antes mesmo que a alfabetização. E por esse mesmo motivo é necessário que a escola também alfabetize as crianças para o mundo das informações. Isso não significa apenas ensinar os conteúdos utilizando computadores (o que é ótimo e também necessário), mas, acima de tudo, educar as crianças a se socializarem de forma responsável nesse mundo virtual que elas conhecem e do qual gostam tanto.

A leitura torna-se cada vez mais necessária na escola. A leitura de palavras, de livros e dos Meios de Comunicação de Massa (MCM). Todas essas práticas juntas proporcionam a formação de pessoas que conseguem ler o mundo, que conseguem compreender além do que foi dito e enxergar as entrelinhas. É necessário Educomunicar, o que consiste em educar para a comunicação; ensinar a diferenciar informação de mentira; mostrar o caminho para a checagem da veracidade das informações das redes sociais e de como evitar as postagens e compartilhamentos das Fake News.

Passou a ser atribuição do educador – e temos que nos preparar para isso – levar o educando a conhecer a história dos Meios de Comunicação de Massa e promover a análise crítica dos mesmos, sobretudo da internet.  Não se trata de deixar que os MCM determinem a educação, mas trata-se da necessidade de “formar o cidadão competente para a vida em sociedade, o que inclui a apropriação crítica e criativa de todos os recursos técnicos à disposição desta sociedade.” (BELLONI, Maria Luiza. O que é mídia-educação, p. 5-6).

Essa proposta de trabalhar os MCM foi apresentada nos Temas Transversais dos Parâmetros Curriculares Nacionais quando este documento passou a considerar como função da escola trabalhar a ética, a pluralidade e a orientação cultural. Atualmente, aparece de forma explícita na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) – assunto que pretendo tratar em um próximo artigo.

Trazer esse tema para a sala de aula de forma positiva e produtiva é, no entanto, o grande desafio do educador. E cabe a ele, ou seja, a nós, buscar informações para traçar o caminho que os alunos deverão percorrer. O que consiste, naturalmente, em percorrer esse caminho previamente.

E como o conhecimento compartilhado é sempre o melhor conhecimento, proponho a você, leitor e educador, utilizar esse blog como canal de discussão sobre os temas tratados neste artigo. Podemos aqui, trocar informações, dúvidas e sugestões e, assim, construirmos juntos novas maneiras de educar.

Ficou interessado no assunto e gostaria de trabalhar com os alunos em aula? Use a webquest da loja virtual! Para ver mais detalhes do material, clique na imagem a seguir.

 

 

 

 

 

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