Síndrome de Down – Veja algumas dicas escolares!

SINDROME DE DOWN.BANNER.fw

Ao ler algumas notícias na semana passada, me deparei com uma interessante sobre Hiba Al Sharfa. Ela leciona na Faixa de Gaza e o detalhe é que tanto ela quanto seus alunos têm Síndrome de Down.

Já temos no Brasil, há algum tempo, notícias da professora Débora Seabra, também com Síndrome de Down, que tem participação ativa na educação e é fato que muitos de nós conhecemos pessoas portadoras da Síndrome que têm papel ativo na sociedade.

A estimulação é muito importante na infância das crianças com Down. Já me deparei com alunos pouco estimulados, que tinham idade cognitiva inferior – muito inferior – aos colegas da mesma idade e também com casos nos quais o aluno acompanhava tranquilamente o restante da turma.

Recebo muitos contatos com dúvidas sobre Down e quando me deparei com a notícia, achei importante escrever um artigo no blog sobre o assunto.

Que tal algumas dicas úteis para quem tem Down na turminha?

Saiba o que é

Primeiro de tudo é importante saber do que se trata a Síndrome. O professor não pode lidar com algo que não conhece!

A trissomia livre ou simples é a forma mais comum de Down. O indivíduo com Down nasce com 47 cromossomos, dos quais 3 completos correspondem ao par 21, enquanto que o regular no ser humano são 46 cromossomos.

Claro que há muito mais o que saber sobre a Síndrome e quanto mais você puder ler, melhor!

Trate todos igualmente

Nada de tratar a criança com Síndrome de Down diferente do restante da turma. Alguns professores  – ou mesmo a turma – acabam tratando-a como se fosse bem mais nova ou chamam muito a atenção para a criança. O contrário também ocorre! Há quem ignore-a por ser mais cômodo.

Mesmo em casos nos quais a criança tem a cognição mais jovem do que a idade fisiológica trate-a como se tivesse sua idade fisiológica, embora seja preciso que o conteúdo tenha um nível diferenciado. Seria como ter um aluno com dificuldade maior em sala.

Tratar todos igualmente é importante, pois seus alunos terão a tendência a imitar o que você faz.

fique atento a ficha medica

A criança com Síndrome de Down poderá ter algumas restrições, dependendo do caso. Sempre leia a ficha médica antes de iniciar as aulas com a turma. Pode ser que algumas questões de segurança devam ser obedecidas e pode ainda haver questões relacionadas à coordenação ou à participação em atividades físicas que devam ser observadas.

Identifique o como aprender

Cada aluno aprende de modo diferente e a criança com Síndrome de Down não foge desse fato.

É preciso descobrir de que forma ela aprende para poder ensinar com sucesso. Se tiver dúvidas, pergunte aos pais, responsáveis ou converse com o médico que acompanha a criança.

Não é uma regra, mas grande parte das crianças com Síndrome de Down são muito visuais e aprendem em pequenas porções, ou seja, no passo-a-passo. Você pode começar desta forma e ampliar ou diferenciar conforme a necessidade.

 

Quais atividades usar

Atividades para Down? Na verdade, são as mesmas atividades que acompanhem seu nível cognitivo.

Se ele é diagnosticado como cognição de quatro anos e está no primeiro ano, as atividades devem acompanhar seu nível cognitivo, isto é, você deve trabalhar conteúdos para quatro anos.

Ocorre, contudo, que é preciso utilizar mais vezes o mesmo tipo de atividade para fixação e também uma estratégia diferenciada da turma pode ser necessária. Mesmo que o aluno tenha o mesmo nível cognitivo, o que pode acontecer é que você tenha que explicar a mesma atividade em etapas mais detalhadas.

 

Espero que tenha gostado das dicas! Até a próxima!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *