Uma ILHA a MIL MILHAS daqui

Nem todo livro me encanta. Já comentei aqui que não fico deslumbrada com histórias que já viraram “tendência nacional”. Claro que elas viram tendência porque são realmente boas e até chegam a ostentar o título de “clássicos”, como é o caso da Menina Bonita de Laço de Fita – que, naturalmente, também acho fantástico. O caso todo é que gosto de SURPRESAS e temos tantos livros FANTÁSTICOS “escondidos” por aí, com temas que são um grato acréscimo à sala de aula, que tenho uma preferência por desbravar o desconhecido.

Já falei dos não tanto conhecidos AZUR E ASMAR e 100 NÚMEROS PARA SONHAR UM MUNDO MELHOR. Para esta vez, como estamos no MAIO DA INOVAÇÃO, pensei em seguir a “maré” do tema e escolher um livro com tema mais atual. Escolhi o UMA ILHA A MIL MILHAS DAQUI.

A temática é super importante e nem sempre tratamos dela em sala de aula. Ficou curioso? Pois é… o livro trata do distanciamento cada vez maior que a tecnologia provoca entre as pessoas e o faz dentro de um universo infantil e dando asas à imaginação.

O autor, Jonas Ribeiro, se incomodava em ver crianças e adolescentes com seus aparelhos portáteis abertos, sem dar importância ao mundo que estava ao seu redor, isolados de amigos e familiares, isolados da humanidade. Para ele, parecia que eles estavam em uma ILHA A MIL MILHAS DAQUI e eis que surgiu a ideia de escrever a história.

O livro foi publicado pela Editora do Brasil e traz a história de Marcelo e seus avós. Primeiro, o livro conta um pouco da relação afetuosa que Marcelo mantém com eles, até o momento em que tudo é interrompido, porque Marcelo ganha um computador portátil. O menino fica tão entretido com o aparelho, que não dá mais atenção aos avós, que tentam de tudo para chamar a atenção do neto.

Cansados do distanciamento, eles bolam um plano para trazer o neto de volta ao mundo das emoções em que viviam na convivência com o menino. Passeando entre fantasia e realidade, o autor consegue mostrar bem a situação e provocar uma reflexão muito válida sobre o assunto.

Falei que estamos no mês da INOVAÇÃO e se me acompanha, sabe que para mim INOVAÇÃO não significa aparelhos e máquinas, inovação para mim é o pensamento. Trabalhar com os alunos o assunto dos limites com os aparelhos é um ponto de inovação necessário em nossas escolas. Saber balancear o tempo e vivenciar experiências diferentes é parte da aprendizagem também.

Para ajudar, elaborei uma atividade bem simpática para você poder trabalhar com a história, com uma pitada de vocabulário inovador e de reflexão! Espero que goste! Para fazer o download, clique no banner a seguir.

 

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