5 intervenções diferenciadas para EDUCAÇÃO ESPECIAL

Sabemos que há certos comportamentos e rotinas para manter quando trabalhamos com Ed. Especial ou quando temos uma inclusão em sala de aula. Nem sempre, contudo, o que fazemos dá bons resultados. Precisei passar por muitas experiências para poder encontrar intervenções que dão resultados reais e que realmente me fazem sentir bem com meu trabalho. Neste post, separei cinco delas!

Antes de começar, gostaria de lembrar que no site da loja tenho uma seção especial só de Ed. Especial, que traz materiais de autismo, tda/h, consciência fonológica, dislexia…e vale a pena conhecer este cantinho! Para dar uma olhadinha nas opções, clique na imagem a seguir.

Agora, vamos às dicas!

  1. MUDE A ROTINA!

Você pode me dizer que alunos com necessidades especiais precisam da rotina bem estabelecida e não se pode mudar assim… mas leia bem o motivo pelo qual talvez seja preciso mudar a rotina, como estratégia de intervenção!

A mudança de rotina pode ser necessária quando a rotina que você preparou não parece estar dando os mesmos resultados. Também é interessante, porque o aluno pode ter associado uma parte da rotina com um determinado comportamento que ele tem no dia e que está sendo prejudicial à aprendizagem. O aluno pode ter associado, por exemplo, que próximo do horário do intervalo de lanche ele faz alguma birra e é logo depois que mexe nos blocos de construção. Se você modificar a atividade, irá mudar a rotina e ele não irá mais associar à birra, ele mudará seu comportamento, porque não haverá mais a associação.

2.  QUE TAL SUSSURRAR?

Ok, há alunos que precisam de voz alta e firme para poderem obedecer, precisam realmente de uma voz de comando quando não estão respondendo às atividades ou quando fazem birra/ se comportam mal. Ocorre, contudo, que há também alunos em especial que acham engraçado quando o adulto levanta a voz, como se estivesse fazendo “teatro”.

Algo curioso, neste negócio de voz, é que descobri que muitos alunos de inclusão ( no meu caso, sempre trabalhei mais com a inclusão em salas regulares ) costumam ficar surpresos e prestar maior atenção quando falo em voz bem baixa perto deles, praticamente SUSSURRANDO. Quando eu sussurro, parece que eles precisam prestar maior atenção no que falo, então se concentram mais no que estou propondo, deixando mais fácil lidar com algumas situações. É quase como se fosse um momento especial só deles com você!

3. CONQUISTE ESPAÇO!

A linguagem corporal é tudo! Ela consegue passar aos alunos o que você sente ou simula sentir ( sabemos que há momentos em que parecemos de um jeito e estamos de outro, afinal de contas, somos humanos! ).

Claro que cada caso é um caso, ainda mais com crianças que possuem necessidades especiais, sejam elas quais forem, mas é preciso que o aluno perceba que aquele é o lugar que VOCÊ DOMINA, é SEU ESPAÇO e que ele deve seguir suas regras. O modo como você se comporta em relação ao lugar, sua segurança, seus movimentos e ações, vão mandar a ele sinais de que “é seu território” e que cabe a você determinar o que será feito ali. Isto ajuda muito em relação à disciplina e às rotinas!

 

4. PERCEBA QUANDO É PRECISO “DESACELERAR”!

Alguns alunos percebem quando você quer acelerar uma atividade e fazem de tudo para você fazer exatamente isso ou quando você “acelera” até eles para evitar algo. Eles conseguem antecipar o que você fará quando ele fizer determinada coisa. Um exemplo é quando o aluno percebe que toda vez que ele vai até um determinado colega você se apressa em vir até ele. É uma forma de ele chamar sua atenção e crianças especiais, por terem rotina como algo natural, acham graça em criar sua própria rotina, “dominando” o lugar.

É bacana perceber e tentar variar sua resposta à provocação. Não é por mal que fazem, mas acaba atrapalhando a aula. Se você “desacelerar” e andar calmamente até a criança, variando o comportamento, ela irá perceber que não está dando certo e irá logo desistir de sua nova estratégia.

5. PERMITA-SE SER AJUDADA.

Nem sempre é legal, ainda mais comigo, porque tenho a impressão de que se me deram uma tarefa eu mesma tenho que cumprir e sempre que peço ajuda, na maioria das vezes parece que a pessoa não entende minha real dificuldade.

Como professora em situação de inclusão em sala, muitas vezes ocorria de a psicóloga ir até a escola, por exemplo, e dar dicas de como lidar com a criança, mas o que eu precisava era saber como lidar com a criança dentro do contexto da minha própria classe e passar esta informação é difícil, porque a psicóloga não tinha o cotidiano da sala em sua prática. Ela lidava só com a criança em seu consultório. Para mim, era muito diferente. Claro que tive bons conselhos e conselhos nulos de profissionais, como acontece em toda área, mas há vezes em que realmente você precisa de ajuda.

Quando eu tive TEAs ( Aspergers ) em sala, nunca tive problemas e acho ma-ra-vi-lho-so trabalhar com eles, acho que é o caso em que mais acho fácil a inclusão, até a classe, em geral, se beneficia, de tando que acho interessante. Mas houve casos em que não cabia em minha prática e experiência o tipo de inclusão. Um caso, em especial, não por causa do tipo de especial, mas do perfil pessoal, foi um Down. Geralmente não é tão terrível assim, mas este, em especial, tinha uma idade cognitiva muito diferente da minha sala regular. A sala tinha 6 anos e ele 2, de idade cognitiva. Os comportamentos eram difíceis e difícil também era encontrar o encaixe dentro do restante da turma, que precisava ser alfabetizada.

Embora a família tentasse ajudar, percebi que não seria ali que conseguiria lidar com a situação. Minha solução veio da professora de apoio dele, que trabalhava em horário contrário, na mesma escola. Eu me permiti ser ajudada por ela, que me deu várias ideias para trabalhar com a criança e eu adaptei as atividades para momentos em que eu precisava muito que a criança ficasse imersa na atividade que eu propunha, tendo também resultados para seu caso. Ela convivia com a realidade da classe regular, porque atendia outras crianças pela manhã ( meu horário ) e sabia o que devia ser trabalhado com o aluno. Isso ajudou demais na adaptação.

Sempre que possível, peça sugestões, mas sem se queixar. Geralmente as queixas ocorrem mais em tom de que você quer um ouvinte e não um auxílio. Quando você pede sugestão, ajuda neste sentido, a outra pessoa se empenha em juntar forças com você para solucionar a questão. É bem gratificante!

Espero que tenha gostado das dicas de hoje! Até a próxima!

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *