Autonomia na Aprendizagem

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Um menino aparece na sala. Ele carrega uma mochila pela mão direita. Caminha decidido, até alcançar uma mesa, próxima à janela.

Seu próximo passo é apoiar a mochila na mesa para retirar dela seu caderno escolar. Ele abre na página, previamente marcada em aula, e relembra o que deve ser feito. Sem preâmbulos,  pega o tablet na gaveta do móvel próximo à mesa onde está.

Digita rapidamente no tablet a palavra “simbiose”, relacionada à primeira pergunta. Lê o significado na Wikipédia e depois busca no dicionário online. Encontra ainda uma matéria interessante em um site que apareceu na busca e a lê.

Enquanto faz tudo isso, anota em tópicos fatos relevantes em uma folha de rascunho, que pegou durante o processo. Resolve ampliar a pesquisa e clica em “vídeos”. Acha um interessante e o assiste. Lê rapidamente as informações que já tinha anotado. Marca uma delas com um ponto de interrogação, pois é diferente do que o vídeo mostra. Sabe que terá que pesquisar mais sobre aquele tópico, pois informações diferentes sugerem que algo não está correto.

Parcialmente satisfeito, lê o texto fornecido pela escola sobre o assunto e finalmente responde a questão do caderno. Para a questão, algo simplista está bem. Ele está interessado, porém, na informação que gerou dúvida. Termina rapidamente as questões do caderno, que podem ser facilmente respondidas com o que acabou de aprender, e busca resolver a dúvida anterior, que ele mesmo encontrou.

Bem, são muitas as reflexões que podemos ter a partir dessa cena, descrita acima. Note que, na verdade, o importante não foi o conteúdo “simbiose” para o menino e sim as estratégias que ele usou para apreender o conteúdo. Para o professor, talvez seja importante que o aluno saiba o conceito da simbiose, mas para ele, o menino, o interessante foi como ampliou seu conhecimento e isso só foi possível porque ele teve algo importante em seu desenvolvimento. Ele aprendeu a estudar com AUTONOMIA, pois participou de aulas que praticavam a Educação Personalizada. O menino é um dos alunos que tive e que participou de minha aula no primeiro ano do Fundamental e o relato foi dado por sua mãe, orgulhosa de como o filho se desenvolveu bem e consegue “se virar sozinho”.

Este menino também é motivo de orgulho para mim, pois ele estava presente em um dos relatos que fiz em meu livro “Aula – Os Segredos” e é uma prova bem concreta dos resultados permanentes de uma Educação Personalizada.

Para quem não conhece, na verdade a Educação Personalizada não é utilizar os materiais da loja virtual, embora eles ajudem bastante, mas sim utilizar estratégias de ensino que vão além do regular nas escolas. Não usei livro didático, não dei aulas para a sala inteira, não segui recomendações falidas que recebia na época. Usei o que mais prezo em todo o trabalho: o raciocínio. Raciocínio não é método, é estratégia e todos temos. Se bem desenvolvido, traz autonomia e autonomia é um dos objetivos primordiais da Educação Personalizada.

O menino não se prende a conteúdos, não se prende a livros, ele sabe realmente “se virar” e tem criticidade suficiente para saber direcionar seu próprio estudo. Ele tem hoje um bom desenvolvimento escolar, sabe aprender usando mais de uma estratégia e tem dimensão da importância do estudo.

Resolvi compartilhar com vocês hoje esta experiência, pois sabemos o quanto é interessante quando vemos resultados tão duradouros e sabemos o quanto nos esforçamos para alcançar. Para a mãe do menino se lembrar e contar em tantos detalhes, note que certamente ela se lembrou com clareza de como o menino, seu filho, deu os primeiros passos em direção à autonomia de estudos.

Autonomia é algo primordial, pelo menos para mim, pelo menos para meu conceito de “Uma Educação Melhor!” e acho que é um grande incentivo receber comentários assim dos pais, anos depois de sermos professores de seus filhos.

Aproveitei a história para reforçar esse conceito, que tanto estimo em mais de um capítulo de meu livro “Aula – Os Segredos” e que incentivo sempre quando converso com professores ou dou palestras/cursos.

Para completar o artigo, uma apresentação que fiz sobre o assunto, logo a seguir! Espero que goste! Até a próxima!

 

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