Aprendizagem cooperativa

Este artigo ajudará bastante se você tiver dúvidas sobre como usar a aprendizagem cooperativa em sala de aula.

APRENDIZAGEM COOPERATIVA - FAIXA 1

 

 

 

 

 

 

A aprendizagem cooperativa é um recurso valioso, mas muitos professores não usam, porque dizem que a turma fica ‘barulhenta’. Fato é, que se a turma fica ‘barulhenta’ é porque não está habituada a trabalhar com essa estratégia ou nenhum professor lhes ensinou como fazer!

Os humanos conseguem cooperar naturalmente, quando têm objetivos comuns e compreendem a necessidade desses objetivos. Se não for dada a devida importância ao objetivo da aula, o aluno não sentirá necessidade de cooperar, ainda mais se não estiver habituado a fazê-lo.

Veja as questões abaixo, que serão respondidas durante o artigo. Se você responder SIM para todas ou algumas delas, o artigo será de grande valia para você!APRENDIZAGEM COOPERATIVA - FAIXA 2

 

 

 

 

 

 

Quando os alunos não se tratam com respeito, pode ser um sinal de que não possuem uma boa conectividade com alguns colegas. Com o aumento da vida tecnológica, esse traço se torna ainda mais evidente, pois muitos possuem uma interação muito maior com pessoas em aparelhos do que com pessoas na vida real.

É fato que pode ser bem provável que eles não tenham aprendido a interagir com outras pessoas, diferentes deles. Simples assim.

A situação de ser rude ou desrespeitoso pode ser prevenida se, logo no início do ano, o professor já tiver o cuidado de criar um ambiente de aula que estimule a cooperação. Muitas vezes o aluno nem conhece bem o outro e já recusa a si mesmo a oportunidade de novos amigos.

Há estratégias que são boas para qualquer época do ano! Uma delas, que aliás trato com detalhes no meu livro “Aula – Os Segredos”, consiste em formar pares improváveis, mas que possuem algo “gritante” que um pode ensinar para o outro. Cabe ao professor perceber o “gancho” que levará a dupla a ficar junta. No caso do exemplo do meu livro, eu tinha uma aluno muito caprichosa que era pré-silábica e uma outra totalmente alfabetizada, que tinha uma letra tão mal traçada, que era até difícil ler. De início não tinham nenhuma afinidade, mas uma possuía um algo que a outra deveria ter. As coloquei juntas por um quinze dias e ensinei uma a ajudar a outra. A pré-silábica tinha a tarefa de melhorar a coordenação motora da alfabetizada e a alfabetizada tinha a tarefa de fixar os sons das letras para a pré-silábica. Nesses quinze dias, as melhoras foram notáveis. A letra da alfabetizada era bem outra e começou a se preocupar com a estética da lição, pois tinha a nova amiga que cuidava muito de ajudar nessa parte. A pré-silábica, em apenas quinze dias, oscilava entre a hipótese silábica e silábica-alfabética, pois a colega tinha levado a sério sua missão. Elas passaram por uma experiência real e enriquecedora de aprendizagem cooperativa orientada que certamente levarão para o resto de suas vidas.

A grande sacada está em perceber em que um aluno pode contribuir. Não é preciso enfocar a parte acadêmica. Às vezes, detalhes podem fazer a diferença.

Quando o trabalho é em grupo, o professor deve usar outras formas de estratégias para que se torne cooperativo. Um trabalho em grupo deve envolver o saber esperar a vez, ouvir o colega, dar sugestões de modo educado e algumas outras habilidades de ordem social.

Comece com atividades mais estruturadas e simples, nas quais cada aluno tem uma tarefa diferente para alcançar um objetivo igual. Pode ser, por exemplo, fazer um cartaz. Converse com o grupo, já com tarefas pré-determinadas: pesquisa do assunto, parte visual, recorte de figuras com o tema. Divida as tarefas no grupo e cada um irá depender do outro para realizar a tarefa, mas terá seu próprio trabalho.

Enquanto trabalham, faça a supervisão dos grupos e sempre veja se estão cumprindo sua tarefa designada. Elogie quando achar que estão em boa harmonia e oriente quando não estiverem. Sempre dá bons resultados!

Já os alunos que têm dificuldade em seguir instruções, quando em grupo ou pares, pode ser que tenham problemas de concentração. Quando se começa a trabalhar com colegas, a classe tende, de início, a ficar um pouco barulhenta, até que os alunos se acostumem com essa forma de trabalho.

Para que fique mais fácil para esses alunos – e também para você – algo que pode facilitar bastante o trabalho em grupo é dividir as tarefas em partes e por tempo. Explique para os alunos que eles vão fazer trabalhar em grupo. Primeiro eles irão, por exemplo, pintar com tinta misturada na pasta de dente branca uma figura e fazer relevo com palitinho. Eles terão X tempo para fazer isso.

Quando o tempo tiver terminado, peça para quem não terminou prestar atenção e quem terminou também. Peça que coloquem a folha pintada para secar, lavem pincéis, organizem a mesa para fazer lição.

Conforme os grupos já estão com a mesa organizada, passe grupo por grupo, para mudar a técnica de orientação em grupos. Distribua as folhas da próxima lição, oriente que preencham o cabeçalho e já leiam o texto ( por exemplo ). Quando todos estiverem arrumados, retome a explicação de leitura do texto ou até peça que um membro de cada grupo faça a leitura em voz alta, e explique a lição. Passe nos grupos para verificar se não há dúvidas.

Alternar entre atividades mais manuais e mais cognitivas ajuda bastante na aprendizagem cooperativa e também em relação à interação social dos alunos.

A aprendizagem cooperativa pode não dar certo quando um aluno participa com maior empenho que os outros. Alunos mais confiantes e menos pacientes tendem a tomar conta do trabalho e fazer a maior parte das tarefas. Esse tipo de aluno deve aprender que cada um deve ter sua tarefa e ser responsável por ela.

Para amenizar o caso, você pode trabalhar também com atribuição de liderança. O que faz de menos precisa aprender a ser responsável e o que faz de mais precisa aprender a trabalhar em equipe. Fazendo a atribuição de liderança, será possível que os alunos assumam papéis com os quais não estão acostumados, tendo que lidar com diferentes interações sociais, que são de acordo com o papel que estão representando.

Se você utilizar aprendizagem cooperativa como rotina e os alunos não estiverem tendo avanços pedagógicos, algo está errado! O fato é que o ideal é alternar entre dias ou até semanas de tarefa individual e aprendizagem cooperativa. Desta forma, o aluno aprende em grupo e também individualmente, o que é muito enriquecedor.

Quando trabalhamos sempre em duplas ou grupos, o aluno, que está em processo de aprendizagem, tem uma perda significativa da capacidade de trabalhar individualmente. Por isso, alternar é de grande valia para o trabalho pedagógico.

No caso, tanto em tarefas individuais quanto de aprendizagem cooperativa, é bacana que o professor avalie se a lição ou trabalho é um bom desafio ao aluno, se não é extremamente impossível ou totalmente fácil. O equilíbrio é importante aqui!

 

 

Espero que tenha gostado do artigo de hoje e até a próxima!

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