Método Silábico

Ele ficou por um bom tempo fora das discussões pedagógicas, mas de um ano e meio para cá tenho recebido mensagens de pessoas perguntando sobre o método silábico e se tenho atividades relacionadas ao método silábico de alfabetização ou se tenho “atividades de cartilha”.

No começo, achei estranho. Por que alguém perguntaria sobre o método silábico em pleno século XXI? Curiosa, pesquisei um pouco sobre o motivo e descobri que alguns cursos e formações estão trazendo de volta (??) esta metodologia. Aparentemente, pelas pesquisas que fiz e pessoas com as quais falei, “como a educação se encontra em crise, teóricos de peso, na área, sugerem a volta do método”. Palavras essas que ouvi mais de uma vez e que não são minhas. Se você tiver outra explicação, até agradeço se puder deixar nos comentários, pois acharia enriquecedor para poder entender o motivo de voltar a algo que foi criado em pleno século XIX, como resultado lógico de uma segunda revolução industrial já bem compreendida na época.

METODO SILABICO - FAIXA 1

 

 

 

 

 

 

 

Sim, isso mesmo! O método silábico foi colocado nas escolas brasileiras a partir de 1.880. Por isso minha curiosidade em relação ao interesse no método, por parte de alguns professores que não o tinham ainda usado. Sempre disse, que fique claro, que se o professor já usava e não se sente confortável em usar outra metodologia, é melhor que use mesmo o método que se sente mais à vontade. O importante é que o aluno aprenda, que seja alfabetizado.  Sabemos que isso tem sido um desafio para muitos, até mesmo para a educação, em escala federal, pois o que antes era feito em um ano, hoje leva três e a intenção é que diminua para dois anos esse tempo.

Bem, vamos por partes! Respondendo às dúvidas se tenho material de método silábico, a resposta é não e justifico por dois motivos fortes: não fui alfabetizada com ele ( foi pelo método montessoriano ) e nunca usei em toda minha carreira. Fato é que, mesmo nunca tendo usado, sempre tive sucesso em minhas salas de alfabetização e, quanto mais compreendia que tinha que usar novas metodologias ( não construtivismo e muito menos método silábico! Algo novo mesmo! ), mais sucesso eu tinha com as turmas, chegando a alfabetizar em menos de 4 meses turmas inteiras. Sendo assim, nunca vi necessidade de retroceder em metodologia.METODO SILABICO - FAIXA 2

Voltando ao método silábico, certamente seria possível fazer materiais com ele, mas não me sinto confortável em contribuir para um retorno a um método de dois séculos atrás. Seria o mesmo que falar para todo mundo usar querosene, carvão, lenha, para iluminar as casas. Eletricidade nem pensar, nesse caso..Você consegue imaginar sua vida assim? Você acordaria, acenderia lamparinas pela casa, pegaria lenha ou carvão para colocar no fogão para fazer o café da manhã. Nada de TV, smartphone, tudo bem desconectado. Bem, é exatamente essa a sensação que uma criança inserida no século XXI provavelmente tem ao utilizar algo que foi feito para crianças do século XIX.

Nossos alunos pertencem a uma geração chamada centennials. Se você optou por receber o primeiro capítulo de meu e-book “Educação Personalizada”, deve ter lido sobre eles e certamente entende-os um pouco melhor. Se não fez a opção e gostaria de ler, clique aqui!

Por serem centennials, eles já vivem a chamada quarta revolução industrial. A primeira foi lenha e carvão, a segunda foi o processo de montagem em série, a massificação. Depois, tivemos a terceira, que veio com o uso de computadores e terceirização de serviços. Atualmente, estamos em transição entre a terceira e quarta revolução, que nada mais é do que a substituição de trabalhos antes feitos por humanos, pelos robôs.METODO SILABICO - FAIXA 3

Há alguns dias fiquei sabendo de um projeto da IBM    sobre um robô que se comunica tanto com os pacientes quanto com os aparelhos usados nele, no hospital. Consegue detectar sinais no paciente antes que fiquem aparentes, diminuindo sua estadia no hospital e alertando para sinais críticos. Além disso, ainda se torna um companheiro do paciente, lhe contando como está sua saúde sempre que o paciente deseja saber. Você pode ler o artigo aqui.

Essa tecnologia toda, embora para adultos possa parecer algo fantástico, é algo completamente natural aos nossos alunos, até esperado, para ser bem objetiva. Pouco natural seria ter um atendimento como se estivesse em 1.880.

Se voltarmos a utilizar algo de dois séculos atrás na educação, que já é vista como algo do século passado, o que iremos virar? Isso me preocupa bastante!

Sempre ofereci materiais que dão certo nas salas de aula e agora tenho os vídeos de meu canal YouTube nos quais explico como usar alguns materiais. Pretendo ampliar os vídeos, dando ainda sugestões para complementar os materiais que produzo, contribuindo ainda mais para uma área educacional digna de ser chamada de século XXI.METODO SILABICO - FAIXA 4

 

Embora sejam folhas de lição, elas não possuem a lacuna deixada pelos livros didáticos em relação à aprendizagem e nem têm a intenção de conversar com um aluno de quatro gerações atrás. Elas conseguem trazer um equilíbrio entre o que o professor necessita, enquanto profissional dedicado, e o que o aluno espera ter em sala de aula. Por isso os resultados são tão visíveis. Atualmente, tenho notícias de aumento de até 35% nos resultados da turma, em relação às turmas que não usam meu material. No caso do método silábico, a diferença chega a 40%, pois embora possa parecer que acelere um pouco a alfabetização em relação ao construtivismo, ele traz questões de defasagem no que se refere à interpretação, por se tratar de uma metodologia mecânica ( processo em massa, revolução industrial de montagem… ).

No caso, chamei minha metodologia de Educação Personalizada e falo bastante dela no blog. Em relação à alfabetização, montei um livro – livro mesmo! – de alfabetização, feito inteirinho em modo Educação Personalizada e utilizando ainda atividades de apoio à Consciência Fonológica para potencializar ainda mais a alfabetização do aluno. Essas atividades são colocadas entre as de Educação Personalizada e trabalham a Consciência Fonológica na ordem em que deve ser trabalhada, inclusive no quesito introdução de letras. Antes que venha a dúvida, este material, em especial, NÃO ESTÁ NA LOJA VIRTUAL. Ele será comercializado de modo diferente e, quando chegar o momento, que será em breve, falarei sobre ele!

As atividades de alfabetização da loja virtual, contudo, contribuem muito com a alfabetização e quem usa sabe a diferença que conseguem fazer. Se usar as dicas do vídeo então… super potentes!

Bem, creio que consegui passar um pouco sobre o tema da postagem, do meu ponto de vista, e sobre todas as questões que me preocupam em relação ao método silábico. Deixo apenas a ressalva de que, se o professor se sente confortável com o método e já usava antes, acho preferível usar algo que tenha facilidade do que algo novo, que seja pessoalmente contra. Para dar uma boa aula, devemos nos sentir à vontade com a forma como ela é dada. Esse é o princípio número um para qualquer aula de sucesso.

Espero que tenha sido proveitoso, mesmo que talvez não concorde com algum ponto da postagem, e que eu tenha contribuído para uma boa reflexão sobre o assunto!

 

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