Por que os professores ficam cansados?

Só quem é professor sabe o cansaço que parece nos abater ao final de um período, de um dia e mais ainda mais no fim de uma semana de trabalho com os alunos.

Muitos fatores podem acarretar esse cansaço, mas três deles são indicados como principais: decisões, grandes emoções e preocupações.

Um psicólogo chamado Roy Baumeister, depois de vários estudos, chegou a um termo que chamou de DEPLEÇÃO DO EGO. É a sensação que temos quando contemos em excesso nossas vontades.

O que ele tem a ver com o professor? TUDO!

O professor começa a aula com uma dose do que chamamos de “força de vontade”. Ele chega determinado a ensinar tal conceito ou dar um jeito em determinada situação. A força de vontade é como se fosse uma reserva de energia que temos para fazer determinada tarefa.  O caso é que essa força de vontade tem um limite e aí está a relação com o professor e a depleção do ego.

Imagine o número de vezes que a força de vontade do professor é “atacada” durante o dia. Um comentário sarcástico de um aluno, que leva o professor a “palestrar” sobre a boa educação, um bilhete mal humorado de um pai, o árduo trabalho de ensinar um aluno que se recusa a colaborar, um relatório que surge para ser entregue até o final do dia, um aluno que falta justamente no último dia em que poderia fazer uma sondagem antes do conselho de classe.

Note que, verdadeiramente, não são problemas exatamente do professor, mas acertam ele como se fosse uma mira. Há várias maneiras de responder o aluno sarcástico, sem se deixar afetar, mas afinal de contas, somos humanos… O professor não tem relação com o mal humor do pai que escreveu o bilhete, não deve tomar como algo pessoal, mas talvez tenha acabado de sair de outra situação cansativa e aquilo o abala. Depois de tanto se dedicar, ainda tem que ler mensagens desse tipo… O que ele preparou para o aluno não surtiu efeito e o aluno ainda não demonstra o menor interesse. A recusa em aprender é do aluno, mas é o professor que irá ter a preocupação de justificar, afinal de contas, é seu trabalho, embora o impacto da não aprendizagem afete o futuro do aluno e não do professor, se analisarmos diretamente. E cada “probleminha” se junta para minar a força de vontade que o professor tinha.

O professor tem que negar diversas vezes durante um dia de trabalho sua vontade. Ele quer fazer uma coisa, mas é obrigado a lidar com situações contrárias. Isso acarreta uma perda de motivação e produtividade, que levam à depleção do ego, que traz um tipo de esgotamento à pessoa.

A segunda razão são as grande emoções. Não importa se são positivas ou negativas. As emoções causam no nosso corpo respostas semelhantes: aumento do batimento cardíaco, ativação de glândulas de suor, fome, sentimento de ansiedade… são diversas as respostas corporais.

Preparar uma aula e fazer com que ela saia do jeito que precisa ser feita, para dar os resultados desejados, causa uma série de emoções. São muitos os sentimentos envolvidos na profissão do professor. As emoções aparecem e somem o tempo inteiro. Decepção, alegria, frustração, satisfação. O vai e volta de doses cavalares de emoções também causam esgotamento.

O terceiro ponto é a preocupação. Preocupação leva à fatiga. Quando estamos preocupados, antecipamos eventos negativos. Nosso nível de estresse se eleva e nosso corpo ativa respostas parecidas com as de grandes emoções: aumento do batimento cardíaco, suor e até o sistema imunológico se prepara para responder. É como se o corpo se preparasse para uma batalha. Como resultado, vem o cansaço.

Preocupações é o que não faltam para os professores: alunos que não aprendem, problemas de comportamento, lições para terminar de corrigir, reuniões, cota de cópias insuficiente, questões para resolver com os colegas professores.  Ao final de toda essa carga de preocupações, dificilmente alguém fica relaxado e tranquilo.

Eis então os motivos pelos quais chegamos tão esgotados ao final do dia. Esse carrossel que varia entre a depleção do ego, as grandes emoções e as preocupações que fazem parte do trabalho formam um ciclo que resulta, consequentemente, no esgotamento mesmo.

Se há como melhorar? Claro! Todo problema tem uma solução.

Escrevi este artigo, pois acho importante sabermos a causa de algo para podermos ter uma solução. Há estratégias bem eficazes que podem ser trabalhadas para melhorar a qualidade de trabalho do professor e deixá-lo ter uma reserva boa de energia ao final de um dia de trabalho.

A questão é que também tenho preocupações. Quando escrevo um artigo, uso parte do meu tempo para me dedicar a você. Quando escrevo artigos mais informativos, como esse, uso uma quantidade maior de minha energia, pois este tipo de artigo tem um conteúdo mais aprofundado e sério que os artigos mais usuais.

Para minha frustração, que é onde quero chegar, quando o artigo é mais denso, como este, as pessoas leem menos e fico preocupada. Justamente estes, que são temas de importância mais elevada, as pessoas não leem, e tenho que me voltar ao  mais trivial novamente.

Como estou escrevendo um artigo denso e nem sei se alguém chegou ao final dele, não tenho certeza se seria interessante apresentar soluções ao caso. E se eu escrever e gastar um tempão que eu poderia estar fazendo um material, e ninguém ler? E se eu escrever e nem for um tema de interesse das pessoas?

Por esse motivo, me disponho sim a escrever as soluções, mas somente se eu tiver um feedback seu, se realmente acha importante o artigo. Daí posso fazer matérias novas sobre o assunto, já com as soluções. Minha esperança é que eu tenha sim um retorno… afinal de contas, escrevo para ser lida.

Caso tenha chegado até aqui, espero que tenha gostado do tema e aguardo seu feedback, seja um comentário, um relato de caso seu ou mesmo alguma dúvida, para continuar falando do tema. Até a próxima!

 

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